Histórias – 10 anos Jex

Histórias – 10 anos Jex

Veja aqui alguns relatos da nossa galera!



Enquanto um profissional da saúde mental, psicólogo, terapeuta que eu sou, ter me oportunizado está em contato com a juventude de periferia foi muito importante e de muito crescimento isso enquanto profissional. Eu consigo ver também uma grande importância do Jovem de Expressão para comunidade de Ceilândia por que ele tem uma forma diferenciada de projeto social, ele é feito através de muita escuta dos jovens e talvez aí esteja o sucesso do programa, uma coisa que a maioria dos projetos sociais não faz , eles são formatados nos escritórios por pessoas que às vezes nem tem a vivência da periferia tem a vivência da academia e elas chegam com formato pronto achando que esse formato vai agradar as pessoas, negativo, quem tem a condição de dizer o que agrada, o que é bom, são as pessoas que estão na rua, na periferia vivendo isso 24 horas, elas que tem condições de dizer, então eu acho que um dos sucessos do Jovem de Expressão, é ouvir, além dos projetos que ele tem, ele permite que as pessoas usem o seu espaço, e isso acaba servindo como um laboratório de escuta, um laboratório de percepção, e através dessa vivência são implementadas algumas ações e projetos.
Vinicius Dias



Eu tive meu primeiro contato com o Jovem de Expressão pegando aulas de freestyle/Hip Hop com o professor Will, as aulas eram à noite e após mais ou menos 1 ano pediram meu currículo, falaram que estavam precisando de um professor pois iriam novas oficinas, mandei meu currículo, me chamaram e aí fiz uma entrevista com o terapeura Vinicius Dias, passei minha experiência com relação a dança e deu tudo certo, gostaram do meu perfil e me deram a oportunidade de abrir uma turma em que eu podia escolher o nome da turma e a dinâmica e aí eu optei por montar uma aula de dança com o nome de All Dances que seriam todas as danças um leque de opções para o público e para comunidade, com vários ritmos como: axé, funk, hip hop, forró, sertanejo e assim foi, foram quase 5 anos dentro do Jovem de Expressão com essa oficina, participando de atividades internas e externas. O programa foi uma casa pra mim, foi uma escola na verdade, sempre tive interação com dança, quando entrei no Jovem de Expressão aprendi os caminhos com relação a várias coisas que passava batido, não tinha conhecimento de que eu podia fazer com a dança e o que eu poderia alcançar. Foi muito bacana poder trabalhar a dança em meio de assuntos diversos. No Jovem de Expressão evolui muito como profissional não só de dança, mas também na parte de organização de dinâmicas e didáticas para aula, foi uma escola, os outros instrutores sempre passava alguma coisa pra gente e a gente passava pros alunos, era uma troca de experiências. O momento de pausa era no Fala Jovem quando a gente parava um pouco pra conversar sobre assuntos do cotidiano e escutar a opinião de cada um, e esse debate era muito importante para interação da turma e pra galera se soltar, falar mais, falar o que pensa, ou falar das coisas que acontecem no seu cotidiano.
Guilherme Alves



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