Turismo: além de visitar Brasília, jovens de São Paulo conhecem a realidade de Ceilândia/DF

Turismo: além de visitar Brasília, jovens de São Paulo conhecem a realidade de Ceilândia/DF

Porque a cidade não é uma só.
Por Vinícius Remer da Silva
Se tem no imaginário que Brasília está ligada somente a arquitetura, aos monumentos, ao planejamento, ao pilotis, ao cenário político, mas Brasília, o Distrito Federal é muito mais, são cidades como Ceilândia, a maior do DF, e que carrega no DNA a Campanha de Erradicação de Invasões (CEI), os Incansáveis Moradores de Ceilândia, e diversas outras lutas.
Como diz o guia turístico Davidson Pereira, os jovens que vieram conhecer a riqueza de Ceilândia, não vierem simplesmente pelo “safári”. “A gente não encara isso como safári, eles já são estudantes, jovens envolvidos com diversas temáticas sociais. Eles vêm mais para acrescentar algo na vida deles, conhecer um pouco mais da cidade, um pouco mais da história, das pessoas que fizeram e construíram Brasília”, afirma o guia da quebrada.
Os jovens que se deparam com a realidade da maior cidade do Distrito Federal são alunos da Escola Waldorf Vereda, de Campinas, São Paulo, e que tem uma metodologia mais humanista e procura desenvolver pessoas livres, integradas, responsáveis socialmente e competentes. Além de visitar o Congresso Nacional, Itamaraty e diversos monumentos da capital, também vierem em Ceilândia e conheceram a Casa do Cantador, a Feira de Ceilândia, o projeto social Associação Despertar Sabedoria, da Margarida Minervina, no Sol Nascente, e também assistiram o documentário O Sol Nasceu Para Todos, no Jovem de Expressão.
“Pela experiência, pelo retorno que eu tenho deles, eles gostam muito de vir aqui, é incrível, eles se identificam. A maioria dessas escolas que eu tenho trabalhado é classe média, classe média alta de São Paulo, eles gostam de ver esse outro lado, de ver esses jovens daqui, de perceber a realidade. Eles sentem que falta alguma coisa, eles sentem essa marca registrada do Brasil, que são as contradições, do poder, da suntuosidade de um lado e a carência do outro”, ressalta Lorenzo Giuliano Bagini, geógrafo e organizador de viagens pedagógicas.
Jovens assistindo o documentário O Sol Nasceu Para Todos, no Jovem de Expressão
No projeto social no Sol Nascente

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